segunda-feira, janeiro 04, 2010

Ruela




 
 
Deste ao outro lado da calçada
há um espaço estreito e empedrado
de tempo imemorial
guardado entre baixas paredes
de brancura de cal
onde se espreguiçam os verdes
das janelas abertas
às manhãs soalheiras
de passos desertas
e de silêncio inteiras...
De uma à outra ponta
há uma aura a passar
há distância que se conta
que cabe dentro do olhar ...
Sem ser rua nem avenida
cada vez gosto mais dela
foi por todos esquecida
por ser somente ruela ...

(30julho2004)



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Poema