sábado, janeiro 02, 2010

O Embondeiro



















Vejo-te solitário e fulgido
Em fundo vermelho de sol poente
Como monumento p´la natureza erigido
Sobre a planície agreste e inclemente;


Como se benfazeja chuva mendigasses
Teus secos braços nus aos céus lanças
E como se a árida paisagem afagasses
Pelo espaço te estendes e avanças;


Caem-te, como lágrimas, frutos tão pesados
A saciar o faminto e sedento caminheiro
Que, de pés descalços, gretados e cansados,
Te reverencia e te atribuiu dons de curandeiro;


Tens bravia beleza e mistérios de feiticeiro
Habitas o meu chão, a minha história por contar,
Sempre estiveste no meu caminho, Embondeiro,
Quisera eu nunca de ti me separar.

(06julho2003)

(Tema Beleza - Fábrica de Letras)


7 comentários:

  1. Lindo poema, cheio de beleza.Linda participação! abraços,chica

    ResponderExcluir
  2. Muito bom!
    (E não sabia o que seria um embondeiro...)

    ResponderExcluir
  3. Embondeiro quisera eu nunca de ti me separar mas, infelizmente, separei-me. Tenho saudades tuas, dos teus abraços. Espero voltar a tocar-te.
    Lindo poema que me fez recordar o meu país natal.

    ResponderExcluir
  4. Lindo poema para uma linda foto. Muitos parabéns!

    ResponderExcluir
  5. Soa a nostalgia. Muito envolvente este teu poema.

    ResponderExcluir
  6. Cheio de nostalgia daquela mesmo boa sabes? daquela que nos trás recordações de colo.
    Pode ser um embondeiro, ou uma azinheira, ou outra árvore qualquer com raizes em nós.
    Beijinho

    ResponderExcluir
  7. Muito bom, muito sentido, muito forte!

    ResponderExcluir

Luzia