Vejo-te solitário e fulgido
Em fundo vermelho de sol poente
Como monumento p´la natureza erigido
Sobre a planície agreste e inclemente;
Como se benfazeja chuva mendigasses
Teus secos braços nus aos céus lanças
E como se a árida paisagem afagasses
Pelo espaço te estendes e avanças;
Caem-te, como lágrimas, frutos tão pesados
A saciar o faminto e sedento caminheiro
Que, de pés descalços, gretados e cansados,
Te reverencia e te atribuiu dons de curandeiro;
Tens bravia beleza e mistérios de feiticeiro
Habitas o meu chão, a minha história por contar,
Sempre estiveste no meu caminho, Embondeiro,
Quisera eu nunca de ti me separar.
(06julho2003)

Lindo poema, cheio de beleza.Linda participação! abraços,chica
ResponderExcluirMuito bom!
ResponderExcluir(E não sabia o que seria um embondeiro...)
Embondeiro quisera eu nunca de ti me separar mas, infelizmente, separei-me. Tenho saudades tuas, dos teus abraços. Espero voltar a tocar-te.
ResponderExcluirLindo poema que me fez recordar o meu país natal.
Lindo poema para uma linda foto. Muitos parabéns!
ResponderExcluirSoa a nostalgia. Muito envolvente este teu poema.
ResponderExcluirCheio de nostalgia daquela mesmo boa sabes? daquela que nos trás recordações de colo.
ResponderExcluirPode ser um embondeiro, ou uma azinheira, ou outra árvore qualquer com raizes em nós.
Beijinho
Muito bom, muito sentido, muito forte!
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