
Rua feita de pedra e sol
De largueza pouca entre o casario
Por onde passavam dias modorrentos
E gente carregada de estio
Rua que, da longa avenida,
Era sossegada travessa,
Por onde passava a vida
Num caminhar sem pressa
Rua que à noite era vazia
Sem nela ninguém passar
Só o silêncio se ouvia
E as pedras eram feitas de luar
Rua que hoje é lembrança
De quando a dizia minha
À época eu a criança
Que por ela ia e vinha
Por ela há muito não passo
Perdi-a no tempo e na distância
Mas de mim será sempre pedaço
Aquela rua chamada infância
(31julho2007)
Também tenho uma rua assim!
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