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| Pintura de Thomas Moran |
Rio que passas sereno
exuberante e pleno
em manhãs claras de abril
levas nas águas cantantes
o silêncio das margens
o murmúrio das lágrimas
e histórias por contar ...
escondes em leito profundo
a inocência das areias
o aroma das ninfeias
e mistérios por desvendar ...
quando te tornas voraz
em noites de rebeldia
arrancas-me o desespero
o medo e a nostalgia
que contigo vão na correnteza
para que não possam voltar ...
rio que és vida e beleza
e o teu destino é o mar
não tenhas pressa
de lá chegar ...
(fevereiro2003)

Muito bonito o poema. Beijinho
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