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| Pintura de Santiago Carbonell |
linhas em poema
alinhavo letras
sem vírgulas pontos e nós
nas linhas invisíveis da folha
com negras linhas
que não são fios de linho
nem são de fina seda
ou de tosco algodão
são riscos a carvão
que escrevem linhas
de horizontes que não são
linhas de separação
entre céus e terras
que se soltam e descrevem
das pontes
as linhas
curvas de seus arcos
ou tantas outras marcadas nas águas
à passagem dos barcos
e querem também dizer elas
das que se equidistam umas das outras
as paralelas
que jamais se encontram
e não são essas
as linhas de nossos braços
quando se embaraçam
se tocam se unem
e se abraçam...
Bastou-me ler o seu ultimo poema para ficar seu fã
ResponderExcluirTambém não vou usar pontuação pois achei a sua ideia fantástica e sublime
Apenas desejo que continue a escrever para deleite dos demais incluindo-me a mim
Cordialmente
Rg