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| The first light, pintura de Michael W. Mao |
Escuridão
Abro as janelas à Noite
E deixo entrar a Escuridão
A cantar os silêncios
Da cidade que já dorme.
Não me traz aragem
Ou ventania
Que m´aquietem
A alma em desalinho;
A alvura que me cobre,
Sem ser seda ou linho,
Não vejo
Mas sei que está lá.
Coloridos não há,
A não ser os imaginados
A pintarem o breu
De carmins de fogo,
Chama,
Labaredas de cristais,
Poentes sobre o cais,
Verdes horas-heras
Penduradas nos umbrais
Do tempo, como esperas ....
Vens, Escuridão,
A cantar silêncios
E vais tão tardia
E serenamente
Que já vejo o romper do dia,
Escuto a sinfonia do alvorecer,
Aquieto a alma
E posso, então, adormecer.
8março2006

O comentário para este poema é o mesmo que fiz ao anterior que li: excelente
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