quarta-feira, junho 02, 2010

Desvarios


 

(Santiago Carbonell)



Oh tantos desvarios!
Tantos mares
Tantos rios
Naveguei
Oh já nem sei
Se foram pontes que atravessei
Se foram ruas por onde errei
Se foram camas em que me dei
Felicidade, onde estás que não te achei?

Oh tantos desvarios!
Tantos males
Tantos olhos frios
Denunciei
Oh já nem sei
Se foram gritos que nunca ousei
Se foram noites em que não sonhei
Se foram certos homens que não amei
Serenidade, sempre te enganei!

Avisto ao longe os campos
Cobertos de azul sombrio
Guardo versos, calo prantos
E também meu coração vazio.



(agosto/2002)

3 comentários:

  1. Lindo poema, lindo desvario!
    Eliete

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  2. Extraordinário. O sujeito de enunciação revela todo o seu sentir, tudo o que experimentou na vida à procura de si e do amor.
    O poema rimado dá ritmo a essa busca como se esta pudesse ser avidamente saciada.

    Parabéns

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  3. belo poema, se trauteia quase lindamente.
    é a solidão do questionamento do
    que poderia ter sido feito...

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Luzia