(Santiago Carbonell)
Conheço-te os passose o tatear na portasob a escuridão;conheço-te a mãocom que me vestesde paixãopor ti.
Conheço-te o abraçoe do teu corpo o calor;conheço-te o olhar devassocom que me despesde todo o pudorde ti.
Conheço-te o cansaçoquando adormecese me deixas;e eu, de ti alheadae sem queixas,volto a serdona de mim.
(29maio2010)
(publicado também na Fábrica de Letras)
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