(Foto de Andrew Oleinikov - photoforum.ru)
Afasto-me da multidão que me empece o olhar,Estendo os olhos por horizontes incertosDesenhados com linhas de esperançaQue me soltam o ser e me pedem para avançarPor espaços abertos sem obstáculos nem brumasOnde os ventos são lentos e se desfazem nas dunasDos desertos que meu pensamento quer alcançar.Fujo da multidão que me aprisiona os passosE, no afã da procura, desprendo-me do agora;Sigo por caminhos solitários e silenciosos,Em busca vou, sem fantasias nem temores,Da diferença entre o que fui e o que já não sou.
(novembro2002)

Gostei da tua participação. Faz-nos pensar que andamos a fugir muitas vezes de nós próprios, ou do mundo. fugimos sem o saber muitas vezes.
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