terça-feira, abril 13, 2010

Diferença



 
(Foto de Andrew Oleinikov - photoforum.ru)


Afasto-me da multidão que me empece o olhar,
Estendo os olhos por horizontes incertos
Desenhados com linhas de esperança
Que me soltam o ser e me pedem para avançar
Por espaços abertos sem obstáculos nem brumas
Onde os ventos são lentos e se desfazem nas dunas
Dos desertos que meu pensamento quer alcançar.
Fujo da multidão que me aprisiona os passos
E, no afã da procura, desprendo-me do agora;
Sigo por caminhos solitários e silenciosos,
Em busca vou, sem fantasias nem temores,
Da diferença entre o que fui e o que já não sou.

(novembro2002)

Um comentário:

  1. Gostei da tua participação. Faz-nos pensar que andamos a fugir muitas vezes de nós próprios, ou do mundo. fugimos sem o saber muitas vezes.

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Poema