| Pintura de Vladimir Volegov |
Piquenique
Toalha rendilhada com fios de manhã
sobre o tapete verde disposta
salpicada de aromas a jasmim e hortelã
desprendidos do alto da encosta.
Cortejo silencioso de brisas, que apraz,
passa e rouba a simetria ao rendado;
brisas outras trazidas no envernizado cabaz
anunciam, subtilmente, seu sabor adocicado.
De perto vêm os alegres cantares
da água da fonte e dos passarinhos;
entrelaçam-se sinfonias e paladares,
desperta o prazer aos bocadinhos.
Há nas bocas sorrisos de framboesa,
fogem os afagos de mão para mão,
não há lugar para a fome e a tristeza
à volta da toalha em mesa feita de chão.
Corpos estiraçados com languidez,
tão perto de seus rostos, as flores,
observando com enlevo e placidez
a harmoniosa perfeição de suas cores.
Assim que o sol ensaia a despedida
e a natureza inteira entardece em paz
está a alma de beleza preenchida;
vazio e frio .... somente o cabaz.
sobre o tapete verde disposta
salpicada de aromas a jasmim e hortelã
desprendidos do alto da encosta.
Cortejo silencioso de brisas, que apraz,
passa e rouba a simetria ao rendado;
brisas outras trazidas no envernizado cabaz
anunciam, subtilmente, seu sabor adocicado.
De perto vêm os alegres cantares
da água da fonte e dos passarinhos;
entrelaçam-se sinfonias e paladares,
desperta o prazer aos bocadinhos.
Há nas bocas sorrisos de framboesa,
fogem os afagos de mão para mão,
não há lugar para a fome e a tristeza
à volta da toalha em mesa feita de chão.
Corpos estiraçados com languidez,
tão perto de seus rostos, as flores,
observando com enlevo e placidez
a harmoniosa perfeição de suas cores.
Assim que o sol ensaia a despedida
e a natureza inteira entardece em paz
está a alma de beleza preenchida;
vazio e frio .... somente o cabaz.
(12setembro2003)
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