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| Ben Goossens |
Ausência de Poema
Eu não tenho poema algum
nem manhãs sem tempo
nem o tempo das noites
que se escoa por entre frestas.
Não tenho céus
nem aplaco ventanias
não escondo as ironias
das gargalhadas que se me fogem
como rios despregados das nascentes.
Não tenho um poema feito de pedra
nem de algodão!
Não tenho uma flor mutilada
nem a dor amputada
nem a voz aniquilada ...
Na transparência das nuvens inquietas
que anunciam o início da estiagem
não encontrei o poema
tudo é deserto, tudo é miragem ...
nem manhãs sem tempo
nem o tempo das noites
que se escoa por entre frestas.
Não tenho céus
nem aplaco ventanias
não escondo as ironias
das gargalhadas que se me fogem
como rios despregados das nascentes.
Não tenho um poema feito de pedra
nem de algodão!
Não tenho uma flor mutilada
nem a dor amputada
nem a voz aniquilada ...
Na transparência das nuvens inquietas
que anunciam o início da estiagem
não encontrei o poema
tudo é deserto, tudo é miragem ...
31agosto2003

E eu não tenho as palavras certas para comentar estes versos, que não são poema, mas brotam do deserto, onde tudo é miragem, e nos oásis, bebe-se poesia... :) Beijo
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