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Pintura de Joanna Sierko-Filipowska |
Caminho descalça dentro da noite,
Por companheiro tenho o vento
Para afagar-me em seu açoite,
Impelir-me e dar-me alento.
“Continua!” Diz-me ele em segredo,
“Ainda é a manhã de ti distante,
Sublima tua mágoa e teu medo,
Faz das vis trevas luz irradiante!”
“Ainda é a manhã de ti distante,
Sublima tua mágoa e teu medo,
Faz das vis trevas luz irradiante!”
Ao escutá-lo assim tão aliciente,
Serro as grades ao silêncio demorado,
Canto a esperança em mim presente
Serro as grades ao silêncio demorado,
Canto a esperança em mim presente
E seco os olhos que tanto têm chorado;
Prossigo na caminhada, consciente
Que são as asas do vento que me têm levado.
Prossigo na caminhada, consciente
Que são as asas do vento que me têm levado.
(09setembro2003)

Sempre que surge um poema, parece que nos dizemos mais e que quem lê, lê para além do escrito.
ResponderExcluirO vento a ser o móbil da vida, do movimento, da esperança dita em segredo é uma belíssima metáfora e imagem.
:-)
Adorei a imagem e o poema, parabéns por este espacinho fantástico!
ResponderExcluirQue lindo poema! Caminhar descalça é das melhores coisas do mundo! =)
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