desprendem-se as palavras
das algemas do medo de dizer
avançam linhas
excedem margens
preenchem a brancura do papel
com a escuridão lúcida do risco
entrelaçam seus desenhos
repetem-se
escorrem como seiva
em planta exuberantemente viva
separam-se sem se dispersarem
alongam-se como rios
encostam-se aos pontos de exclamação
ou de interrogação?
diluem-se reticentemente ...
esgueiram-se entre vírgulas curvilíneas
mudam de rumo
reencontram-se
amarram o sentido
convergem para um ponto final
terminam a viagem
calam-se em silêncio que arrepia
para verem nascer uma poesia
(06junho2004)
das algemas do medo de dizer
avançam linhas
excedem margens
preenchem a brancura do papel
com a escuridão lúcida do risco
entrelaçam seus desenhos
repetem-se
escorrem como seiva
em planta exuberantemente viva
separam-se sem se dispersarem
alongam-se como rios
encostam-se aos pontos de exclamação
ou de interrogação?
diluem-se reticentemente ...
esgueiram-se entre vírgulas curvilíneas
mudam de rumo
reencontram-se
amarram o sentido
convergem para um ponto final
terminam a viagem
calam-se em silêncio que arrepia
para verem nascer uma poesia
(06junho2004)
Muito morno e envolvente. Gostei muito.
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